Portugal contemporaneo, Vol. 2 (of 2)

· 1894

LISBOA LIVRARIA DE ANTONIO MARIA PEREIRA--EDITOR _50, 52,--Rua Augusta--52, 54_ 1895 No dia 15 de agosto, D. Pedro abriu solemnemente as camaras. A physionomia da assembléa era diversa em tudo da de 26-8. Bem se póde dizer que não estava alli a maior parte da nação, exterminada pela guerra, ou jazendo esmagada sob o pé do vencedor. Era o Portugal-novo que reinava, sobre os destroços e ruinas da nação antiga. A camara reunia-se n’um d’esses conventos saqueados, onde á pressa se levantou uma sala com paredes pintadas de azul e branco e um tecto de vidraças a que a rhetorica posterior chamou _abobadas_. Tudo era novo e cheirava ainda ás tintas, como o systema improvisado. D. Pedro, o faxina da…

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