Desde a primavera até ao inverno de 1873, decorre, na historia da moderna Hespanha, um periodo de rubra agitação demagogica, em que tanto a abandonada coroa da velha Monarchia de S. Fernando como o recente barrete phrygio da Republica fluctuam n’um mar de sangue, golphado do proprio coração d’esse bello paiz meridional, e sinistramente illuminado pelos reflexos coruscantes dos incendios de Alcoy, que eram o facho tristemente glorioso da insurreição cantonal. Nação essencialmente catholica, a Hespanha viu profanados os seus templos, principalmente em Barcelona, onde as mulheres, n’uma infrene orgia de bacchantes, envergavam as vestes sacerdotaes, entoando cantares obscenos, e derramando por …
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