Ha dois mezes que admiramos a revolução de Hespanha: será tempo talvez de tratarmos de a entender. O enthusiasmo é bom, porque eleva o espirito; mas a critica é melhor ainda, porque o esclarece. As revoluções, sem por isso desdenharem a commoção e o applauso, não pedem ao mundo senão uma coisa: serem comprehendidas. Dramaticas, épicas, phantasticas, as revoluções não são todavia nem dramas, nem epopeias, nem contos de Hoffman: sob as apparencias ardentes e brilhantes da paixão e da poesia são simplesmente, friamente _problemas_. O olhar impassivel d'essas esphinges não diz aos povos-edipos, que as encontram no seu caminho secular, _ama-me_ ou _odeia-me_: dizem apenas _explica-me_. Sómente o …
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