Bom-senso e bom-gosto: carta ao excelentissimo senhor Antonio Feliciano de Castilho

· 1891

Acabo de ler um escripto[1] de v. ex.ª onde, a proposito de faltas de bom-senso e de bom-gosto, se falla com aspera censura da chamada eschola litteraria de Coimbra, e entre dois nomes illustres[2] se cita o meu, quasi desconhecido e sobre tudo desambicioso. Esta minha obscuridade faz com que a parte de censura que me cabe seja sobre maneira diminuta: em quanto que, por outro lado, a minha despreoccupação de fama litteraria, os meus habitos de espirito e o meu modo de vida, me tornam essa mesma pequena parte que me resta tão indifferente, que é como que se a nada a reduzissemos.…

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