Este livro é, na quasi totalidade, uma homenagem ao povo paraense. O escriptor que traçou os contos seguintes não occulta o pendor do seu espirito pela vida seminomade dos conterraneos, que tão sobriamente vegetam no coração das florestas. Viajar sempre com elles pelos buliçosos rios amazonicos, extendido no paneiro de popa da embarcação indigena, abertas as velas ao sopro galerno do vivificante marajoara, seria a realisação d'um sonho,--bello sonho de retrocesso á existencia primitiva, se quizerem, mas de intensa consolação moral. Quando o caboclo, armado do longo varejão por elle mesmo talhado no matto, impelle a canôa para o leito da correnteza, fazendo-se ao largo, não pensem que leva c…
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