Philósopho, poeta, obreiro do futuro, Qual és, benigno acceita o canto que murmuro, Ante as urnas da historia, á minha solidão, Da tua ethérea luz á sombra estende a mão! Revolvera o cabeço uma audaz tempestade De granito e de bronze, arremeçando aos ceus Por ondas bastioens, por vagas coruchéus! Era nova Babel, soberba e formidavel; Tudo o que é oppressor; tudo o que é implacavel; Das impostas pendendo os anneis dos grilhoens; Sétteiras nos jardins; nos eirados canhoens; Cem vigias de pedra em cada miradoiro; Ao rez grades de ferro; em cima tectos d'oiro; Uma pompa violenta, uma anciosa mansão, Que dirieis romper da bocca d'um vulcão!…
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