Como sei que o teu amor ás perfidas trêtas e manhas da Inglaterra não é dos mais acrizolados, venho offerecer ao teu sorriso um SPECIMEN de bestialidade ingleza. Ha trinta e cinco annos que um bretão anonymo lavrou na _Westminster Review_ a condemnação do vinho do Porto como deleterio e empeçonhado por acetato de chumbo e outros toxicos anglicidas. O homem, pelas rábidas violencias do estylo, parece ter redigido a calumnia depois de jantar, n'uma exaltação capitosa do tannino do alvarilhão que elle confundiu com as afflicções dos venenos metallicos. Relembra lamentosamente, com a lagrima das bebedeiras ternas, o seculo dezoito, em que o genuino licor do Porto era um repuxo de vida que irrig…
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