O Melro: (Fragmento)

Junqueiro, Abílio Manuel Guerra · 1923

_Todos os direitos de propriedade d'esta obra no Imperio do Brazil pertencem ao Ill.^mo e Ex.^mo Sr. Commendador Bibiano Antonio de Moraes e Almeida, subdito brazileiro_. O melro, eu conheci-o: Era negro, vibrante, luzidio, Madrugador, jovial; Logo de manhã cedo Começava a soltar d'entre o arvoredo Verdadeiras risadas de cristal. E assim que o padre cura abria a porta Que dá para o passal, Repicando umas finas ironias, O melro d'entre a horta Dizia-lhe: «Bons dias!» E o velho padre cura Não gostava d'aquellas cortezias.…

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